Categoria: Gestão

Endomarketing em nova perspectiva

Para Carvalho, da Faculdade AIEC, o marketing interno precisa ser tratado com maior atenção pelas empresas

O Endomarketing foi concebido como marketing voltado para o ambiente interno das organizações em meados da década de 1980, nos Estados Unidos, com um propósito bem claro: transformar empregados em promotores. No início, parecia simples atingir esse objetivo, uma vez que bastava antecipar ao público interno produtos e serviços que mais tarde seriam levados aos consumidores.

Assim, conscientes das qualidades e defeitos de suas “ferramentas de trabalho”, os empregados aumentariam as chances de sucesso nas vendas e de satisfação dos clientes também nos movimentos pós-vendas. Mas o aumento da complexidade de empresas e mercados tratou de jogar por terra essa percepção, notadamente porque o Endomarketing lida com os públicos internos, que nos últimos anos tem sofrido mudanças de perfil a partir da renovação etária sistemática da mão de obra ativa.

Ainda que a maioria dos profissionais de recursos humanos insista em confundir Endomarketing com comunicação interna, limitando sua atuação aos house organs, murais e refeitórios, essa concepção já não serve mais às organizações no contexto atual dos negócios. Uma revitalização do Endomarketing começa a ser modelada nas grandes corporações, que estão descobrindo por seus próprios meios que esta matéria do Marketing precisa ser tratada com maior atenção, considerando seu imenso potencial de geração de resultado.

É a velocíssima evolução dos negócios, com o surgimento de novos e criativos tipos de serviços a cada dia, em decorrência de um leque aparentemente infinito de novas necessidades, que lança nova perspectiva sobre o Endomarketing. E por incrível que pareça, quanto mais tecnologia incorporam às suas plataformas de negócios, mais aumenta a dependência que empresas tem das pessoas para que processos de toda ordem fluam do modo planejado. E o que há de novo nisso para o Endomarketing? A abordagem. Até o “boom” tecnológico da década de 1990, sua atuação era meramente periférica, assessória. Agora ela adquire status estratégico, ponto crucial para o sucesso de qualquer estratégia corporativa que dependa, direta ou indiretamente, da ação das pessoas.

Em sua nova perspectiva, o Endomarketing é a ferramenta essencial da gestão estratégica de pessoas: é ela que faz “o time entrar em campo”, consciente das regras, dos papéis individuais e coletivos e dos objetivos do jogo. Longe dos discursos românticos da gestão de pessoas, que tratam desde o recrutamento até o complexo desenvolvimento de competências, passando pela gestão do clima organizacional, o novo Endomarketing procura tratar os diferentes públicos internos na dimensão de “compradores de idéias”, gente que se move motivada por suas convicções e interesses próprios.

Nesse momento, gestores de organizações dos mais variados portes e segmentos começam a compreender melhor o Endomarketing e perceber o quanto sua utilização dentro dos preceitos do Marketing, disciplina que o gerou, pode representar em termos de resultados. A conjuntura competitiva será determinante para avanços perceptíveis na utilização do Endomarketing nos próximos anos, claramente como uma ferramenta de enorme potencial de influência sobre o desempenho das pessoas.

O primeiro desafio reside na ampliação do seu espaço de importância nas cúpulas das organizações. O Endomarketing precisa de mais espaço nas discussões que enfoquem direcionamentos estratégicos de curto, médio e longos prazos, com a finalidade de promover o rápido alinhamento entre discurso dirigente e ação da força de trabalho. Tudo isso compatibilizando-os com as diretrizes firmadas em nível diretivo. Dessa forma, em breve, sentar-se à mesa com um executivo de Endomarketing significará deparar-se com o profissional que possui dados sobre o comportamento do público interno, seus pontos fortes, fracos, e os utiliza de forma a obter o melhor rendimento da equipe.

O segundo desafio está na aplicação de abordagens inovadoras aos olhos dos diferentes públicos internos. Até aqui, o Endomarketing tem sido repetitivo em suas fórmulas de abordagem, replicando em partes, ou no todo, modelos utilizados no Marketing.

Em sua nova perspectiva, deverá apresentar novos paradigmas para o envolvimento das pessoas com a Idéia formulada no nível estratégico. E saber lidar com as novas tecnologias será decisivo para o enfrentamento desse desafio. Com gerações de empregados cada vez mais à vontade com os novos ambientes de interação, o Endomarketing haverá de demonstrar sua capacidade de adaptar-se a essa realidade e formular estratégias de abordagem adequadas a esse contexto.

O terceiro desafio do Endomarketing diz respeito ao desenvolvimento de métodos para a mensuração dos resultados auferidos a partir de sua aplicação. A nova cena empresarial, com margens de lucro decrescentes, não admite mais investimentos na mobilização do público interno que não tragam consigo retorno mínimo esperado. Os resultados obtidos a partir da atuação coordenada das pessoas demarcarão os parâmetros de avaliação das taxas de sucesso dos planos de Endomarketing.

Luís Carlos Carvalho (Professor da disciplina de Administração Mercadológica da Faculdade AIEC e consultor de empresas, além de criador e coordenador do site www.endomarketing.com)

Fonte: Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)
26/02/2010

10 tendências em marketing para 2010

O ano de 2010 chegou e já começaram as listas de dicas para melhorar seu negócio neste ano novo – e não por acaso as listas com o número 10 ganharam um novo charme.

Susan Gunelius, presidente da consultoria de marketing americana KeySplash Creative Inc. resolveu ajudar os leitores do site da Entrepreneur com 10 tendências na área para 2010. Abaixo você conhece o que fazer para melhorar suas táticas e conquistar mais consumidores.

1. Transparência
Depois de tantos eventos economicamente ruins é preciso reconquistar a confiança dos consumidores, e para isso é preciso ser sincero. Construir a lealdade é um dos fatores mais importantes para solidificar uma marca. E não esqueça que manter a transparência com seus clientes é um processo contínuo.

2. Mais conteúdo
Na hora de divulgar sua marca, dê informações valiosas, que acrescentem algo – se antes o objetivo da propaganda era apenas conseguir a atenção do consumidor, agora precisa ser o de transmitir os valores da empresa.

3. Falando de valores
Com a recente crise econômica, muitos consumidores passaram a buscar descontos, promoções e a negociar para gastar seu dinheiro de forma consciente. Mesmo quando as coisas melhorarem, o que já está acontecendo, é bom ter em vista esse comportamento, construindo campanhas que o favoreçam.

4. É melhor mostrar do que apenas falar
Na hora de fazer uma campanha sobre algum produto ou serviço sempre prefira mostrar visualmente o que ele oferece do que apenas falar sobre suas qualidades e benefícios – os consumidores andam meio céticos, é melhor confiar no sentido da visão do que apenas a força da sua lábia.

5. O pássaro azul não vai fugir, então se acostume
As redes sociais vieram para ficar – e provavelmente muitos dos seus clientes estão no Twitter, no Facebook e em outras ferramentas da internet -, portanto comece a interagir e a atingi-los também nesses meios – ofereça conteúdo exclusivo e promoções.

6. Um pouco de positividade
Eventos desastrosos, principalmente as catástrofes naturais, também marcaram a virada e o começo de 2010 e muitos consumidores esperam mensagens positivas das campanhas de marketing. Tente sempre passar uma sensação de segurança e conforto para atender essa necessidade.

7. Discutindo a relação
As redes sociais já foram mencionadas, agora as use para manter um bom relacionamento com seus clientes. O marketing boca a boca ganha um novo potencial com a internet. Nenhum dos seus consumidores é pequeno demais para receber algum tipo de interação online.

8. Vídeos e celulares
Aproveite que vivemos na era do Youtube e das mídias móveis para colocar sua marca em vídeos e celulares.

9. Tenha foco
Ok, a lista já trouxe várias dicas para melhorar suas campanhas de marketing, mas nada disso funcionará sem foco! Defina seu público alvo e suas metas da forma mais precisa possível. É importante fazer isso inicialmente, antes de tentar expandir seu escopo ou pensar em novas campanhas.

10. Marketing integrado
Use os diferentes meios para atingir seus consumidores nas diversas partes de suas vidas – cada uma adaptada e imaginada para cada um deles. Padronizar as campanhas para todos os veículos pode cansar o público. Mas não deixe de ser consistente e persistente!

Via papodeempreendedor.com.br

20 comportamentos e preferências que já estão aí e tendem a ganhar força em 2010.



O site Trendhunter Magazine, alimentado por 30.000 membros de sua comunidade, divulgou, em sua Trendhunter.tv, as 20 maiores tendências de conumo para 2010:

1ª A próxima melhor alternativa
Moda vintage, alta costura versátil, submarcas e joias acessíveis. Ao longo do último ano, as pessoas se tornaram mais sensíveis ao consumo excessivo e começaram a ligar seu sucesso não apenas ao que é luxuoso, mas também ao que é funcional e tem a ver com experiência de vida. Assim, em vez de comprar o produto mais caro e a melhor marca, as pessoas estão experimentando novos produtos na busca pela melhor alternativa seguinte.

2ª Decoração “faça você mesmo”
Arte, mobília e itens decorativos são produzidos pelos próprios usuários e constituem a solução perfeita para aqueles que estão com pouco dinheiro. Mantenha suas bolas de pingue-pongue, suas garrafas de vinho ou suas jarras de plástico, porque decorar sua casa nunca foi tão acessível e culturalmente aceitável.

3ª Troca-se tudo
Hoje você pode trocar casas, peças de arte, serviços ou mesmo seu guarda-roupa completo. Cidadãos empobrecidos que não querem comprometer seu estilo de vida estão trocando, permutando e comercializando em busca de uma vida melhor.

4ª Ações “pop-up”
Conceitos temporários surgem inesperadamente para atrair consumidores com o apelo de exclusividade e novidade. Vitrines diferentes, bares instalados em contêineres de carga, serviços bancários surpreendentes. É a maneira “pop-up” de rapidamente colocar seu produto em novos mercados.

5ª Moradias nômades
A recessão, somada à arquitetura criativa, criaram um influxo de casas temporárias e únicas. Apartamentos portáteis, casas-barcos futuristas e moradia em cubo são apenas alguns exemplos da vida nômade moderna.

6ª Eco-utensílios domésticos
Lavadora de louças que não usa sabão, mini-máquinas de lavar roupas e pias de cozinha não apenas ajudam o meio ambiente, mas que, ao longo do tempo, levam à economia de dinheiro também, por seu desempenho eficiente.

7ª “Ecóprole”
Pode ser uma morada subterrânea, uma casa flutuante ou nas alturas –os desenvolvimentos “ecoprolitanos” estão rapidamente se tornando um estilo de vida. Além de revitalizar os centros urbanos com elementos ecológicos, as nações estão criando cidades-nichos especificamente para atingir objetivos ecológicos.

8ª “Simpletising” (comunicação com simplicidade)
Embalagens inspiradas em frutas e caixas de leite com úberes. Em um mundo abarrotado de coisas e informações, a clareza visual acaba se destacando. Também se encaixa bem no desejo de uma vida mais simples.

9ª “Emocionologia”
Os humanos não são os únicos com sentimentos; joias, aparelhos telefônicos, listas de músicas e outros aparatos sensíveis às emoções manifestam seu humor fisicamente. Cientistas estão estudando o mundo das emoções e descobrindo como ele pode ser aplicado à tecnologia.

10ª Exposição de vulnerabilidade
As mídias sociais redefiniram nosso acesso à vida pessoal de celebridades e amigos. Agora, vemos de tudo: de mulheres “twitando” na hora do parto até estrelas publicando fotos não-tratadas pelo Photoshop ou que retratam momentos embaraçosos.

11ª Campanhas via crowdsourcing
Envolver o consumidor na criação de comerciais de TV agora se chama crowdsourcing –a inteligência coletiva a serviço da geração de soluções. Os exemplos incluem cartazes, displays de vitrine e até mesmo comerciais de TV.

12ª Marketing saudosista
Motivos de contos de fadas em joias ou anúncios. Alice no País das Maravilhas ou monstros ajudam consumidores a escapar do baixo astral econômico, buscando refúgios em fantasias do passado.

13ª Auto-assistência médica
Chegou a nova era dos cuidados médicos com produtos que ajudam os consumidores a cuidar de sua saúde sem precisarem chamar um médico: medidores de pressão arterial, monitores de fertilidade, relógios que medem o estresse e outros itens que são uma resposta às dificuldades experimentadas com os serviços públicos de saúde.

14ª Exigente sim, chato não
Anos atrás, vimos alimentos importados como o tofu saírem da categoria de exóticos para entrarem no uso comum. Agora, vemos a proliferação de alimentos que servem necessidades únicas, como os isentos de glúten ou os vegetarianos. Não é mais chato ser “enjoado”.

15ª Produtos pró-dependência
Os casais da nova geração já tendiam a andar mais juntos do que os de gerações passadas. A crise do crédito aumentou a demanda por produtos a favor da dependência, como as tatuagens separadas (uma em cada pessoa) que se combinam para formar um desenho, copos que se complementam e decoração compartilhada –tudo reforçando a condição de casal.

16ª Traje “metade formal”
É a mistura de peças de roupas formais com descontraídas, num visual híbrido adotado por jovens profissionais: shorts com blazers e paletós com jeans, por exemplo.

17ª Cultura do aluguel
Artigos de luxo, roupas, brinquedos e objetos de arte são pequenos exemplos de um mundo de itens que podem ser alugados. O movimento teve início em 2008, mas a recessão acelerou a busca por posse temporária, status de mentira e muitas permutas.

18ª Empavonar-se
A graça é aparecer tanto quanto um pavão, não necessitando de grifes caras para gritar “Olhe para mim!”. Um antídoto contra a depressão da crise. A receita: cores exageradamente vibrantes em roupas, acessórios e maquiagem.

19ª Compras “sem-serviço”
Os clientes se servem. Em bares, você mesmo tira seu chopp; entre os hotéis, opção self-service. O resultado: economia de dinheiro e senso de independência e controle criativo.

20ª Personalização tangível
Presentes que têm a sua cara. Literalmente. Você estampado em taças ou notas de US$ 1 milhão. A personalização de produtos, já em voga em 2009, agora ultrapassa o segmento de luxo, impulsionada pela crise econômica.

via HSM Online

Toddy Orgânico / Primeiro produto orgânico de Brasil.

Depois de um processo de desenvolvimento de um ano, a PepsiCo lança um novo produto para sua marca de chocolates em pó, o Toddy Orgânico – O primeiro produto orgânico da PepsiCo do Brasil.

Seu lançamento será realizado em um evento organizado pelo WalMart Brasil, onde nove inovações sustentáveis, de nove fabricantes diferentes serão reveladas.
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“Esta iniciativa é a parte da nossa estratégia corporativa de desenvolver produtos que contribuem para um amanhã melhor e fornecer uma grande experiência de sabor com o produto. Estamos muito orgulhosos com o Toddy Orgânico por diversos motivos.  Depois da tendência global em direção a etiquetas limpas, Toddy Orgânico é feito com só cinco ingredientes: cacau orgânico, açúcar orgânico, extrato de malte, açúcar e soja lecithin. O cacau orgânico e o açúcar orgânico, ambos não são cultivados com absolutamente nenhum pesticida, somente com fertilizantes naturais. O rotulo é feito com o material parcialmente reciclado a partir do papel reunido dos nossos próprios escritórios. O certificado do processo inteiro, da semente à prateleira, é executado pelo IBD-Instituto Biodinâmico.”

Carlos Ricardo – PepsiCo / VP Marketing & Innovation

Saiba mais no site: http://www.toddy.com.br/organico/

Entrevista com Adrian Pierini / Pierini Partners Argentina

Adrian Pierini é sócio diretor da Pierini Partners, uma agência de design que oferece soluções em comunicação baseadas em uma sólida plataforma estratégica e uma compreensão das particularidades globais. Com muita simplicidade e atenção, nos concedeu a entrevista exclusiva que segue abaixo. Desfrutem.

Fale um pouco da sua trajetória profissional até fundar a Pierini Partners. Entrei na universidade com a melhor média da minha turma em 1992 na universidade de Buenos Aires. O design gráfico como hoje entendemos não existia e as expectativas de triunfar nesta profissão não eram muitas. Uma forma de ganhar dinheiro era fazendo logomarcas, placas exteriores, algum ou outro folheto, nada relevante. Quando sai da universidade tentei mudar esse quadro e decidi abrir meu próprio studio de design junto com outros companheiros de profissão, e sem dúvida minha inexperiência era evidente e tudo finalizou em pouco tempo em um grande fracasso. Foi a partir daí que decidi capacitar-me ainda mais e busquei entrar em agências reconhecidas que permitiram me dar conta de meus erros e trazer para minha formação todo um perfil metodológico e comercial que havia sido impossível adquirir na universidade. Inicialmente entrei com o cargo de Design Senior em um importante Studio argentino, que hoje já não existe, chamado Avalos & Bourse. Nessa época, este lugar era o epicentro do design de embalagens local, tudo passava por ali: cervejas, vinhos, biscoitos, massas, etc. Qual era o seu grande diferencial? Qual era o segredo de seu êxito em um entorno hostil, duro e altamente competitivo? Seu valor agregada era a combinação de marketing e design, uma mistura até então desconhecida mas que com o tempo seria a origem de minha forma atual de entender o design.

Durante anos estive nesse lugar trabalhando para as mais importantes marcas argentinas, até que depois fui para outra agência menor, chamada Fernandez Raggio (que hoje, já não existe), este lugar representava para mim um grande desafio um vez eu ingressaria diretamente como diretor de design e me daria a possibilidade de demonstrar em um plano maior meus conhecimentos e por em prova a minha criatividade. Este agência cresceu rapidamente durante estes anos, tanto em relação a clientes como em prestígio, e minha capacidade de dominar mais e melhores projetos se havia consolidado. Até este momento eu já tinha mais de 250 criações de design realizadas para as mais variadas marcas e se poderia dizer que estava pronto para aceitar desafios mais complexos. Depois de 4 anos nessa agência fui trabalhar na Bridger Conway, uma empresa local que começava abrir-se ao mundo instalando seu primeiro escritório em Miami. Ali trabalhei como diretor na setor de criação de embalagens, responsável pela área do Estados Unidos e durante um tempo também atuei como diretor geral criativo. Desenvolvi design editoriais e de marca para importantes empresas instaladas em Miami, como Sony, Nickelodeon e diversos empreendimentos imobiliários. Durante esses anos também trabalhei em Miami e México projetando tanto de branding como de embalagens. Uma grande experiência, sem dúvidas.

O tempo passou e era momento de crescer ainda mais e subir ao último degrau, aquele que sonha, no fundo, todo designer: Criar sua própria agência. O contexto era outro e minha visão do meu trabalho havia se transformado, uma vez que o meu escritório seria construído a partir de conhecimentos sólidos de uma experiência profissional comprovada e disposta a dar soluções mais eficazes, além de distintas categorias. Assim nasceria Pierini Partners, uma agência diferente desde o essencial. Uma empresa sem lugar para dúvidas, mas que tem o foco na qualidade projetual e fundamentalmente nas conseqüências que essa qualidade conseguiria nos produtos dos meus clientes.

Para completar esse resumo da minha vida, prévia à formação da minha agência, gostaria de destacar meu trabalho como professor dentro e fora do país. Lecionei as disciplinas de design e imagem de marca, embalagens e instrução ao design estratégico, tanto na Universidade de Buenos Aires, como na Universidade de Palermo(Argentina) e acredito que o mais gratificante foram os diversos seminários e cursos que proferi no México, Bolivia, Paraguai, Equador, Chile, Colombia, Peru e Brasil. Através deles pude obter uma visão geral da problemática projetual geral regional e me permitiu compreender tantos os fatores internos, como externos que condicionam as demandas de produção do design. Em definitivo, poderia resumir a minha trajetória até essa data como uma mescla de formação, prática, investigação, ensino e muitíssimas satisfações.

Qual o grande diferencial da Pierini Partners?
Ao fundar a Pierini Partners, quis criar uma agência distinta que se liberte das ofertas superficiais que ao meu ver estavam invadindo o mercado local e busquei desenvolver uma estrutura comprometida com os objetivos comerciais dos clientes e construir através de nosso trabalho essa imagem de “sócio estratégico” que ao meu ver, estava seriamente desvalorizada. Pierini Partners devia transforma-se em sinônimo de qualidade, criatividade e eficácia. Estes princípios que nos inspiram são os que hoje nos posicionam como uma das agências argentinas de maior prestigio.

Que metodologia vocês aplicam no desenvolvimento do trabalho?
O processo de trabalho pode ser sintetizado da seguinte maneira:
1. Se dicute claramente os objetivos comerciais apresentados pelo cliente.
2. Se traduz esses objetivos em recursos visuais concretos que ajudem a dar respostas a demanda.
3. Para obter esses recursos se realiza uma investigação sobre a estética a abordar, códigos de comunicação, história, referências, análise do consumidor, etc.
4. São gerados distintos conceitos sobre os quais discutidos junto ao cliente para chegar à mensagem ideal.
5. É selecionado o conceito e se combina com uma reinterpretação dos recursos visuais relevantes. Estes se rompem, se sintetizam e se combinam até chegar ao equilíbrio ideal entre estética, funcionalidade e estratégia.
6. A proposta eleita é logo submetida a rigorosos controles durante a etapa de produção para conseguir lançar no mercado um design o mais fiel possível à idéia original.

O que caracteriza uma boa idéia?
Uma boa idéia, sobre o ponto de vista do marketing e da comunicação é aquela que produz um efeito encontrado no receptor da mensagem. No meu caso particular, considero que o objeto comunicacional se alcançou quando consegui decodificar com exatidão e isso culmina com o êxito de um lançamento. Não importa se esteticamente se uma peça é atrativa ou não, o que realmente resulta relevante é se esta conseguiu impactar o mercado, através de ferramentas como recordação, impulso de compra e desejo de recompra. Se esses pontos se alcançaram, então estamos diante de uma magnifica idéia.

Qual o combustível para se manter atualizado e como compartilha isso com sua equipe?
A investigação, a prática, a observação do mundo circundante e fundamentalmente a interatividade com nossos clientes. Hoje em dia ferramentas de comunicação massivas como internet simplificam e potencializam a quantidade da informações nos permitindo alcançar uma visão da realidade muito mais ampla. Através delas obtemos dados relevantes, tanto em nível cultura, como social e econômico nos trazendo índices de valorização e nos permitindo deduzir até onde se direcionam as novas tendências estéticas e condutas de consumo.

Qual mensagem daria para quem está iniciando no mercado e pretende atuar no segmento de design?
Que não se deixem enganar pela aparente simplicidade de nosso trabalho. Ter a responsabilidade de conduzir os destinos de uma marca e compreender que uma má direção pode acarretar no exito ou fracasso de um grande empreendimento comercial é o ponto de partida para entender a tarefa do marketing, a publicidade e o design em sua verdadeira dimensão.
Não se trata de combinar formas e cores, mas sim, saber interpretar os gostos e preferencias dos consumidores, atuando em função deles.

Quais sites e blogs você costuma acessar?

Apesar de utilizar a internet como uma ferramenta constante de consulta, não tenho um site preferido. Poderia citar aqui o Dieline.com como uma boa opção pela qualidade de peças que expõe e seus comentários de alto nível profissional.

Dez tendências cruciais de consumo para 2010

Em dezembro do ano passado o site trendwatching.com selecionou dez tendências inspiradoras para o lançamento de produtos e serviços em 2010, entitulada de “Uma bonança de oportunidades”.

1. Nada será como antes: as empresas terão de acompanhar os movimentos da cultura, o que pode significar mostrar mais transparência e honestidade, conversar (em vez de comunicar unilateralmente), ou promover a colaboração. Podem, ainda, ter de encarar a questão “generosidade versus ganância”, ou ser um pouco desafiadoras e limítrofes, em vez de seguras e brandas. A sustentabilidade, em todos os sentidos possíveis da palavra, é o único caminho.

2. Urbanidade: os consumidores urbanos serão mais sofisticados, exigentes, abertos ao novo e conectados ao mundo. Crescerá o chamado “orgulho urbano”, uma referência ao sentimento de orgulho pela localidade em que se vive. Oferecer produtos e comunicação específicos para cada agrupamento urbano será uma ótima maneira de mostrar respeito aos cidadãos de todo o mundo. É o que faz a Guerlain, ao lançar fragrâncias tendo as cidades como referência. Por exemplo, o perfume Paris-New York é uma combinação de canela, baunilha e cedro.

3. Críticas em tempo real: o que você lançar em 2010 será comentado em massa, ao vivo, o tempo todo. Consumidores terão acesso a um fluxo vivo de experiências de outros consumidores. O Twitter, então, ganhará ainda mais força. Após ler uma crítica, os consumidores precisarão de mais detalhes e tentarão contato com quem comentou, sem que a empresa saiba o que está sendo dito. Nesse sentido, envolver os consumidores no desenvolvimento de produtos desde a momento zero é uma estratégia mais segura para evitar críticas ruins.

4. (F)Luxo: ainda que o luxo tradicional permaneça, “luxo” e “status” serão o que o consumidor quiser que seja –um fluxo dinâmico de significados para diferentes segmentos de consumidor, dependendo do que for considerado escasso. Poderá ser “tempo para si”, “residências para seis pessoas”, “informação relevante” ou até “não ter de consumir”. O segredo será encontrar e cunhar o gatilho correto de status para a audiência correta.

5. Reunião da massa: contrariando muitos prognósticos, as pessoas que viverão a maior parte de sua vida no mundo online também se congregarão com mais frequência. A oportunidade, então, está em facilitar o relacionamento entre pessoas afins, antes, durante e depois de um encontro off-line. É o que faz o Channel 4, da TV inglesa, ao oferecer aos espectadores um aplicativo que ensina as pessoas a organizarem festas com seus contatos do Facebook.

6. Ecofacilitação: será preciso facilitar ao consumidor ser mais “verde”, isto é, os processos e produtos devem ser mais sustentáveis, sem que o consumidor precise se dar conta disso e, se necessário, não deixando margem para a escolha de alternativas menos responsáveis. Isso talvez exija a ação de governos e empresas corajosas. A Chrysler, por exemplo, distribuirá os manuais dos proprietários de seus automóveis em DVDs, em vez de em papel.

7. Rastrear e alertar: o novo sistema de busca (tracking & alerting) permitirá que informações relevantes encontrem os consumidores, baseadas em preferências que eles voluntariamente revelam. Economia de tempo e aumento do controle das pessoas será o resultado. O MySkyStatus, da Lufthansa, envia mensagens automáticas aos amigos dos passageiros, publicando localização, altitude, embarque e chegada no Twitter e no Facebook do passageiro.

8. Generosidade embutida: generosidade e colaboração entraram no Zeitgeist, o espírito de nossa época, e toma a forma de doações vinculadas a compras, de maneira prática. Os consumidores codoam e/ou codecidem, como no caso da campanha das sopas Campbell’s, na qual os consumidores decidem, pelo voto, quais celeiros precisam de restauração. A cada voto, US$ 1 é doado para a reforma dos cinco celeiros mais votados.

9. Exploração de perfis: ajudará os indivíduos a extrair benefícios de seus perfis online. Oportunidades virão, por exemplo, da representação de consumidores que estão dispostos a divulgar aspectos de suas intenções de compra para as empresas, ou da proteção e armazenagem de registros digitais de alguém. Pela taxa única de US$ 399, o Swiss DNA Bank armazena dados do seu DNA e mais 1 GB de outros dados.

10. “Madurialismo”: o termo (“maturialism”) refere-se ao comportamento do consumidor em mercados maduros, combinando maturidade com materialismo. Eles não toleram ser tratados como desinformados, facilmente impactáveis e inexperientes. Encaixam-se em várias ou todas as tendências acima expostas. A questão para 2010 será: até onde você vai como marca, ao espelhar crenças sociais que dizem respeito a tudo, menos a ser submisso? Trata-se de ser um pouco mais ousado e distinto, se você quiser seguir o movimento da cultura. Nessa linha, a designer parisiense Nicole Locher, por exemplo, lançou uma coleção de blusas femininas com mensagens bordadas que incluíam frases como “Pequena vadia” e “Nem ouse olhar para mim”.

Via HSM Online

Union of European Football Associations 2012

Apresentação em vídeo da nova logo da UEFA.

Especial Inovação: Falta cultura às empresas brasileiras

Dos 36 produtos eleitos Produto do Ano de 2009 em pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da Peres & Partners, apenas seis são de empresas genuinamente nacionais. Cinco da Ingleza, do segmento de limpeza, e um da Glamm, de vinhos. Multinacionais como Johnson & Johnson lideram o ranking de inovação com destaque para a Procter & Gamble com 11 produtos entre os mais inovadores do ano.

O Brasil é um dos 10 países que mais lançam novos produtos e embalagens, mas está longe de ser um dos mais inovadores porque as empresas nacionais ainda não enxergam o valor que o Marketing pode criar aos produtos, me disse Antonio Peres, presidente da Peres & Partners, responsável pelo Selo Produto do Ano. Quer saber mais, leia a entrevista aqui e conheça os produtos eleitos. Via HSM

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